Consultas de Logística:
Perguntas e Respostas

Engenharia Logística e de
Produção

Durante alguns anos mantivemos uma colaboração com a La Gaceta de los Negocios, na qual publicávamos um caderno suplementar e se respondiam a dúvidas de logística dos leitores. As questões eram provenientes, quer de grandes empresas industriais, como de PMEs, e ainda de profissionais ligados ou interessados em temas de logística.

Nesta secção incluímos algumas delas, com as respectivas respostas, bem como outras questões de interesse geral provenientes de outras vias (Internet, telefone, correio, etc...)

Esta secção é mantida em constante evolução. Se quiser  Fazer alguma pergunta,  caso ela seja considerada de interesse geral, aparecerá respondida nos próximos dias.

Em primeiro lugar apresentam-se as perguntas mais recentes:

Página actualizada em: 27-Out-2004
PERGUNTA:
Que opinião têm, no âmbito logístico, da criação de centros de formação interna de empregados?
 
RESPOSTA:
À primeira vista parece-nos um pouco desajustado. Não há dúvida alguma que a logística está actualmente  muito em moda, mas não justifica que uma empresa crie o seu próprio centro de formação.
Parece muito mais ajustado que se uma empresa necessita de dar formação a um ou vários elementos, deverá dirigir-se a centros especializados nestes temas, nos quais existe uma ampla variedade de cursos.
Contudo, pode acontecer que os conhecimentos teóricos adquiridos sejam dificilmente aplicáveis à realidade, em casos concretos.
A combinação do "know-how" próprio da empresa e da formação teórica adequada dá na maioria dos casos os resultados óptimos esperados. [...]
 
PERGUNTA:
Vêm necessidade de criar um departamento de logística numa empresa com menos de 30 pessoas e com uma facturação anual de 7 milhões de Euro? Como deveria ser esse departamento?
 
RESPOSTA:
A priori, não nos parece correcta a criação de um Departamento de Logística para a empresa que refere, com um numero de pessoas tão reduzido. Pensamos mais adequado seleccionar uma pessoa que se encarregue dos assuntos relacionados com a logística, partilhando a sua actividade laboral com outros sectores.

Contudo, a forma de actuar da sua empresa é fundamental para a decisão relativa à criação do referido Departamento. Se a sua empresa  vende anualmente 2 máquinas por um valor unitário de 3,5 milhões de Euro e possui um único fornecedor, a resposta é clara; não crie o Departamento.

Se ao contrário, a sua empresa vende 7 milhões de Euro de unidades de 1200 referências distintas
, a 1 cêntimo a unidade, e possui 1000 fornecedores distintos de matéria prima, a situação muda radicalmente. Além disso, existem inúmeros aspectos que influenciam os movimentos de mercadorias, conforme os artigos manipulados, tais como o prazo de entrega, a existência de frota própria ou subcontratada, volumetria do produto, numero de referências, numero de clientes, etc.
 
 
PERGUNTA:
Devido ao crescimento sentido nos últimos anos no sector da empresa em que trabalhamos , a superfície de armazenagem tornou-se pequena, tendo a Administração da empresa pensado na construção de uma nova fábrica. Poderiam indicar-me nesta situação quais os passos a seguir para se poder optimizar, ao custo mínimo, a concepção da nossa futura fábrica?
 
RESPOSTA:
Objectivamente o problema pode ser abordado de duas vertentes válidas. Em primeiro lugar, a concepção de uma nova fábrica deveria ser realizada por pessoal da fábrica, pois são as pessoas que melhor conhecem os processos de fabricação e de armazenamento, bem como os circuitos de movimentação entre as diferentes secções da fábrica. Por este motivo, a concepção feita internamente  tende a ir ao encontro dos objectivos e pode ser uma óptima linha de trabalho.

Contudo, as pessoas a envolver não costumam dispor do tempo necessário (devido aos seus afazeres diários), para levar a cabo um projecto desta envergadura. Além disso, não é normal as empresas possuírem um Departamento de Engenharia que possa dedicar-se exlusivamente a este tipo de projectos.

É por isso que o recurso à subcontratação de pessoal especializado do exterior, com experiência relevante neste tipo de projectos e com total independência em relação a empresas de engenharia ou de construção, constitui a melhor opção.
A minha experiência demonstra que pode revelar-se um contra-senso trabalhar na optimização da superfície a utilizar e, posteriormente tornar-se  responsável pela construção, dado que o custo desta está dependente do investimento a realizar, e este por sua vez, da superfície e volumetria a edificar.
 
PERGUNTA:
Na minha empresa estamos a estudar a possibilidade de modernizar o parque de máquinas, recorrendo à compra de novo equipamento, ou  via reacondicionamento do parque existente. Qual é, em Vossa opinião a opção mais aconselhável?
 
RESPOSTA:
Para este caso podem colocar-se várias alternativas, prevalecendo no entanto a que se supõem aportar uma maior rentabilidade para a empresa. Em geral, o empresário europeu, de acordo com uma visão tradicional, sustentava a sua rentabilidade fabril na aquisição de novos meios de produção e se nalguns casos se revelaram decisões acertadas, outras houve que conduziram ao desperdício massivo de recursos, que poderiam ter sido muito mais bem utilizados em outras áreas.

A indústria japonesa e, sobre tudo, o seu tecido industrial, sustentando pelas PMEs (as denominadas "shitauke"), alicerçaram uma grande parte da sua potencialidade no máximo aproveitamento dos recursos existentes, colocando esta  filosofia à cabeça da industria mundial.

Em todo o caso, partindo do pressuposto que uma parte da maquinaria será completamente substituída, não se esqueça que a Câmara do Comércio disponibiliza um serviço de base de dados de máquinas, válido quer para a compra, como para a venda.
 


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Jose Carlos Ramírez Cauqui.